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"Espaços de morte onde é nobre celebrar a vida. Gosto da solenidade que os franceses colocam no culto da sua morte. O industrial que encomenda uma estátua jacente onde se retrata de casaca e chapéu alto semi-deitado na cama conjugal. O anjo que atira um braço ao ar, acentuando o caminho para o céu do desconhecido que jaz sob os seus pés. O jazigo de inspiração bizantina. Gosto da audácia de quem encomendou este beijo a Brancusi. Na austeridade de linhas e formas, traça toda a paixão que existiu, o Amor de quem fica e de quem já não é."
in Os Cadernos de Viagem de Abel Sotero, Paris e outros espaços, sd
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