maio 31, 2005

CADERNO DE VIAGEM - GUINCHO (I)

Inevitáveis os caminhos atulhados de carros, quando as prais se enchem de grande-lisboetas ansiosos pelo começo da dose anual de ultra-violetas. Passado, no entanto, o tormento das estradas de pó entulhadas de lata, a paisagem a Norte do Guincho é um deserto de compatriotas, excepção feita aos gloriosos malucos das canas-de-pesca voadoras e a poucos masoquistas como eu fui durante umas horas.


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"Este sou eu", pensei em escrever, "um livro pronto a ser aberto". Ao invés, registei "paisagem antropomórfica". Wish you were here.


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De acampamentos destes estão os locais ermos fartos. Pelo menos a publicidade é portuguesa.




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Tanto mar e eu cá longe. Sede. "O meu reino por uma água. Nem chuva, nem fontes..."


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Put your feet down.
I wish I could. Or wanted to.

maio 30, 2005

NON OU A VÃ GLÓRIA

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publié par Laurent Pelvey

A vitória do "não" no referendo de ontem em França (e a anterior previsão de vitória) teve o mérito enorme de - se não em Portugal, pelo menos nos restantes países da União - trazer para a ribalta a discussão acerca dos méritos e deméritos do projecto de Tratado Constitucional.

Recuso-me a aceitar a chatagem: quem não é pelo Tratado não é pela Europa.

Recuso-me a ratificar a chatagem: para a União sobreviver é preciso dizer "sim".

Entre o risco de uma renegociação e a certeza de uma negação constitucional eu prefiro dizer "NÃO".

maio 22, 2005

TERTULIANDO TAPAS - THE MOVIE (VI)

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PRESTO

A usar nas ocasiões em que o amor por um ingrediente se sobrepõe à fidelidade à receita original. Imagine-se um anarca fervoroso do pesto com a sala cheia de convidados à espera de tapas espanholas. Não desespere. Barre subreptíciamente as fatias de pão tostadas com o pesto industrial da sua preferência. Disponha generosamente fatias de tomate espanhol (não tema: todos os legumes à venda em Portugal são de certeza espanhois) por cima, a cobrir a pretensa adulteração. Não se preocupe: se os seus amigos já anunciaram que vão votar "sim" no referendo europeu, para além de merecerem todas as partidas que lhes pregue, são adeptos incindicionais das mixórdias.

TERTULIANDO TAPAS - THE MOVIE (V)

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RED LIGHT STRIPS

Um sucesso de subentendidos para quem os queira jogar. Barrar fatias com o paté de figado graso escolhido. Pode ser simples, pode ter pimenta verde, conhá (espanhol para brande), whatever. Importante é a camada seguinte - butifarras, não as franquistas, antes as que se produzem por terras catalanas e se consomem com orguill independent nas ramblas-ramblas ou nas ramblas outras. O que as torna tão especiais aos nossos olhos independentes desde a desfeita de Afonso? A grandeza. Nada de pilas anémicas ou franquefurteanas magicações. Butifarras. Grossas.
Olé.

TERTULIANDO TAPAS - THE MOVIE (IV)

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ESTURJÃO CANTÁBRICO

Exigir ao fornecedor o melhor caviar que o dinheiro não pode comprar. Satisfazer-se com um sucedâneo industrial que a vida não está para maluquices e os amigos não sabem da diferença. São assim as grandezas do mundo: substituíveis. Assim sendo, colocar sobre a fatia de pão e a colherada espalhada de bolinhas negras um filete de boqueirão, boquerone para a aficion.

TERTULIANDO TAPAS - THE MOVIE (III)

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BABY KILLERS

1. Utilizar lulas bébé espanholas, pescadas com um passador de malha apertada, próprio para devastar colónias.
2. Fritá-las num refogado de cebolla e ajo.
3. Temperar à vontade do cozinheiro.
4. Cheirar abundantemente com ruídos apreciativos para esquecer a contribuição prestada ao desiquilíbrio ecológico do planeta.

TERTULIANDO TAPAS - THE MOVIE (II)

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ROUND BANDERILLAS

Então é assim: empalam-se com palitos devidamente desinfectados, um ovo de codorna bem cozido e um tomate cereja enquadrando devidamente uma azeitona verde. Para evitar o desconforto imagético, passá-las por um red sauce apetitoso antes de as degustar.

TERTULIANDO TAPAS - THE MOVIE (I)

Em toda a sua glória, eis o resultado de tanta pesquisa:


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BLOG MOTO:

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maio 21, 2005

STAR WARS

Boring,
boooring,
BOOOOOOOOOOOOOOOORING!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

maio 19, 2005

A REABILITAÇÃO HUMANA

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... e a direita bem-pensante.

IRRA!

Há coisas que me tiram verdadeiramente do sério.
Por exemplo, a mania generalizada de hipermercados e merceeiros por igual colocarem sempre pelo menos uma batata estragada num saco de 2 quilos.
Ou, moda mais recente, promoverem em sacos de plástico dois quilos de fruta, a metade da qual está completamente estragada por dentro ao fim de um dia.
Deve ser a Europa.

À ESPERA DE GODOT

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maio 17, 2005

BOMBARDIER AO FUNDO

Esta situação da Bombardier/Sorefame tem um final tão óbvio há tanto tempo que não percebo porque é que há quem se espante com a rotura das negociações com a CP anunciada hoje.
A Sorefame era um concorrente da Bombardier.
A Bombardier comprou a Sorefame com a intenção clara de reduzir a competição.
A Bombadier anunciou o encerramento da ex-Sorefame assim que concluiu as encomendas que a empresa tinha. Não anunciou o fecho da casa-mãe, não se mostrou disponível para vender instalações com equipamentos.
Só após pressões várias por parte dos Governos se predispôs a "negociar".
Portanto...

O que para mim não é óbvia é a vantagem de expropriar os terrenos sem a maquinaria. Será que o Governo entende como mais vantajosa a compra de maquinaria nova? Ou pura e simplesmente já desistiu de lutar por uma indústria de metalurgia pesada sediada em Portugal e esta operação serve apenas para evitar os protestos dos ex-trabalhadores? Espero que não sirva para promover mais uma mega-urbanização na Porcalhota...

TERTULIANDO TAPAS (VII)

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maio 16, 2005

BILLBOARD

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LISBOA E A REABILITAÇÃO URBANA (XVI)

Apesar dos "projectos" de alguns e das certezas de outros dos candidatos à presidência da Câmara de Lisboa, não vejo solução possível - a menos que algum cataclismo torne imperiosa a construção maciça de habitação - para a morte lenta que se anuncia para a cidade.

Para a reabilitação dos edifícios das zonas históricas são precisas verbas avultadíssimas de que nem a autarquia nem o Estado dispõem. (A reabilitação bem feita de um edifício chega a custar, por metro quadrado, o dobro do necessário para habitação social nova).

Para a reabilitação dos edifícios é necessário haver procura - para isso seria necessário que a população aumentasse e que houvesse mercado para os fogos dos subúrbios (cuja venda pelos anteriores proprietários subsidiaria a sua vinda para a capital).

Para a reabilitação dos edifícios seria necessário o fim da construção nos concelhos vizinhos - impensável, no quadro das receitas disponíveis para as autarquias.

Finalmente, para a reabilitação seria necessária uma efectiva vontade por parte da Câmara Municipal de Lisboa, de facto inexistente quando se vê o modo como ela própria é um dos mais activos especuladores imobiliários da cidade - de que são exemplos o "loteamento" do quarteirão da Feira Popular ou ainda os terrenos das antigas instalações da RTP no Lumiar.

maio 15, 2005

F-MÉRIT

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Estou a ouvir um dos discos que mais gastei na agulha do gira-discos quando tinha a idade da minha filha. Agora como então, ataca-me a preguiça de acabar os trabalhos que trouxe para o fim-de-semana. A viola que comprei na Valentim de Carvalho no mesmo dia em que trouxe o disco ainda está ali. (A Valentim não, coitada, ardeu no Setembro Negro de 1988).

Não faço a mínima quanto tempo passou no intervalo.

GENERATION GAP

awAh winDAh!!*td bOm??*xiM tah tD bm bGd!!*aki nAh x fAx nd d jeiT ..xeKa cmU xmP!!*i aiH cmU anDm ax kOixx??*tNH xDDx dxU tD..dU ppL td..=((*bxoOkZz*GMMDT=))*

maio 12, 2005

CAMBIANTES

MATAR UMA CRIANÇA NO SEIO MATERNO É MAIS VIOLENTO QUE MATAR UM PADRE:


"Matar uma criança no seio materno é mais violento que matar uma criança de cinco anos". A frase foi proferida pelo padre Domingos Oliveira, da paróquia de Lordelo do Ouro, durante a missa de sétimo dia de Vanessa Pereira, a menina de cinco anos que morreu vítima de maus tratos no Porto.

in Publico edição electrónica "Última hora", hoje

(UM PADRE PODE SEMPRE DIZER OS DISPARATES QUE QUISER

EM CIMA DE UM PÚLPITO)

QUEM SE METE COM O PS ... LEVA

Bem que Jorge Coelho avisou há uns anos.
Esta onda de investigação e acusações a ex-dirigentes do PP e a elementos do BES trouxe-me à lembrança a onda de especulações desencadeada na última campanha eleitoral à volta do outlet Campera e do seu licenciamento pelo Ministério do Ambiente, cuja pasta era, na altura, detida por... José Sócrates.
E digam lá que não há coincidências.

INCONSTITUCIONALIDADES

Com o recente acordão do Tribunal Constitucional ditando a inconstitucionalidade (supercalifragiexpiacilidotious!) do artigo 175º do Código Penal - o tal que considera sempre crime o acto homossexual com adolescente - parece estar aberto o caminho (caso o colectivo de juízes assim entenda segui-lo) para a absolvição de alguns dos arguidos do affaire Casa Pia. É que, no meu parco entender de não-jurista, apenas resta a acusação com base no artigo 174º - acto sexual com adolescente - que apenas prevê penalização no caso de se provar que o menor não tinha experiência nos actos. O que, como se sabe, não acontecia. Carlos Silvino já confessou ter sido ele a "abrir a porta" de muitas das vítimas.

TERTULIANDO TAPAS (V)

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[de "Tapas" de Ytos Vasquez e "Pintxos Donostiarras" de Pedro Martin]

maio 11, 2005

TERTULIANDO TAPAS (IV)

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[de "Tapas" de Ytos Vasquez e "Pintxos Donostiarras" de Pedro Martin]

DOURADITOS

Notável argumentação de Maria José Morgado, hoje de manhã na TSF: mais do que a "moldura penal" (que o moderador tão tvi-isticamente lhe tentava extrair) o que importa é realçar o opróbrio que o tráfico de influências deve merecer junto dos cidadãos - ao minar a confiança nos agentes políticos e nas instituições e ao canalisar para a economia paralela quantias que deveriam ser taxadas, o tráfico de influências e a corrupção são crimes que não só lesam a democracia política como a democracia económica.
E mais do que uma temporada na prisão (o tal "enquadramento legal") talvez fosse mais eficaz o arresto dos bens do culpado pagos com as luvas distribuídas.
(E esta sim é uma esquerda extrema (ex-trema?) e desengravatada que dá gosto ouvir)

maio 10, 2005

TERTULIANDO TAPAS (III)

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[de "Tapas" de Ytos Vasquez e "Pintxos Donostiarras" de Pedro Martin]

AMIGOS EM PORTUGAL

Voltar a ouvir a guitarra de Vini Reilly mais de 20 anos depois é um exercício de uma cartografia que se perdeu.

maio 09, 2005

TERTULIANDO TAPAS (II)

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[de "Tapas" de Ytos Vasquez e "Pintxos Donostiarras" de Pedro Martin]

maio 08, 2005

(AINDA NÃO) NA ARCA DE ALEX

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Já quase em contra-ciclo (estas tendências são have been há muito tempo) fui atacado por uma febre vampírica que me leva a percorrer os longuíssimos corredores da Amazon à procura de novos sons para depois os coleccionar. Assim de repente, talvez Keren seja a Vega do primeiro decénio deste século. Mas a multiplicidade de oferta e a rapidez das tendências fazem-me hesitar. Certo é que se ouve e torna a ouvir e ainda sobra a vontade de repetir.

TERTULIANDO TAPAS (I)

Primeiras sugestões:


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[de "Tapas" de Ytos Vasquez e "Pintxos Donostiarras" de Pedro Martin]

Ó INCLEMÊNCIA! Ó MALDIÇÃO!...

14 milhões traumatizados.
14 milhões angustiados.
14 milhões improdutivos.

E a festa pá?

maio 06, 2005

BELÉM

Os jogos do Belenenses parecem jogados à porta fechada.

DILI 2

Notícia do dia: "Perigosos comunistas portugueses tentam derrubar a estátua da Virgem Maria"

Foi aos gritos de "hereges! hereges!" que um pacífico grupo de padres e freiras se queixou do ataque automóvel a uma estátua da Senhora de Fátima perpetrado por dois portugueses. Apesar da periculosidade da acção, várias dezenas de jovens impediram, com risco da própria vida, que algum dano se verificasse. "Foi mais um milagre da Senhora", garantiu um sacerdote, acrescentando "só por milagre a imagem colocada no centro da estrada não foi atingida pelo automóvel". Á pergunta acerca das razões que levaram à colocação da estátua em lugar tão insólito, respondeu "então não é no meio do seu rebanho que deve estar o pastor?". E mais disse, "esses bandidos é que não deviam andar no meio da rua! Foi uma provocação vil! Comunistas!"

DILI

Em carta divulgada no fim de uma reunião, que juntou no Palácio do Governo uma delegação da Igreja e outra do Executivo, os dois bispos, D. Alberto Ricardo da Silva (Díli) e D. Basílio do Nascimento (Baucau), justificam a exigência com a "actual situação social, económica e política". Este é o último episódio de uma guerra entre o poder religioso e o político que começou em Fevereiro quando o Governo de Alkatiri decidiu tornar a religião numa disciplina facultativa nas escolas públicas. O clero insurgiu-se contra esta decisão e organizou uma manifestação nas ruas de Díli que entra hoje no oitavo dia consecutivo.
[DN online, 26-04-05]

Mas afinal os sacerdotes em Dili querem defender os direitos dos católicos ou evitar o laicismo do Estado timorense?
É que nesta nuance reside a diferença entre a intervenção religiosa e a intervenção política.

IDENTIFICAÇÕES

Não sei porquê.
De cada vez que vejo imagens da manif católica em Dili, lembro-me de Ernesto Cardenal.
No mui católico mundo de Carol, um Somoza era muito menos preocupante para o reino de Deus do que a tenebrosa ameaça comunista. (E já agora, o milhão de católicos indonésios muito mais devedor de cuidados que a meia dúzia de pró-marxistas timorenses).

AUDIÊNCIAS

É, é, um problema comum a todos os génios incompreendidos.
(Aliás, o Marcelo ainda se me queixava amargamente do mesmo, a meio do terceiro remy martin, na penumbra de uma mesa do grémio literário


{conhecem o grémio literário? rua AIvens, chiado?}


- desde que fui para a rtp parece que os portugueses desistiram todos de decifrar o mundo com os meus comentários...)

O problema? Ah, o problema... falar, falar, falar e parecer não sair nenhum som, de outro modo como explicar a falta de interlocutores - contestatários ou modorrados, bovinamente a acenar com a cabeça - assim, vês? - a falta de visitas, a falta de leitores.
É uma questão geracional. Os putos sintonizam em ondas diferentes, os valores, as referências, e os velhos são tão umbiguistas quanto eu, querem lá saber da concorrência. Alguém me diz por acaso a url do pipi? Já acabou? Quando?

maio 04, 2005

MUDANÇAS

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Quais mecânicos de Formula 1, as brigadas rápidas de substituição de pneus já chegaram ao Lumiar. Pelo menos até ao meio da tarefa são extremamente eficazes.

maio 03, 2005

E VOCÊ: BLOGA?

Da nossa estimada leitora Sandra Cobre, recebemos a simpática mensagem que agradecemos e aproveitamos para publicar:

"Caro Planeta,

Notei que, qual fogo em pradaria deserta (a imagem faz-me lembrar algo... não sei bem o quê), pelo panorama dos blogs portugueses se espalhou um curioso inquérito literário-afectivo em forma de chain-letter, de que você - não sei por falta de tempo, de cultura literária, de sujeitos ou de alguém que lho enviasse (poderia sempre tê-lo sacado de outro blog e pretendido que tinha sido o Viegas a enviar-lho!) - ainda não se fez eco.
Está mal (você também deve estar).
Para não ter desculpas, aqui vão as perguntas (aproveitei também para lhe fornecer as respostas - faça lá figura de não sei quê!)
Um beijo da sempre
Sandra Cobre


1- Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Tempos houve em que sair ou não sair era a questão. Agora tudo mudou. Não podendo sair, não saio e portanto não quero ser. Falta-me a vontade política para além de não perceber a pergunta. Mas este aspecto é lateral. Claro!

2 - Já alguma vez ficaste apanhado por uma personagem de ficção?
Tempos houve em que ficar ou não ficar parecia ser a questão. À falta de melhor ficção sinto-me apanhada por mim. Sei, no entanto, que não sou correspondida. O que é lamentável.

3 - Qual foi o último livro que compraste?
Tempos houve em que teria comprado «A Jangada de Perna». Agora compro o dvd do
Gato Fedorento com o Ricardo Araújo Nogueira. Estamos em plena era da globalização do trocadilho.

4 - Qual o último que leste?
Tempo coiso e tal. O último foi «O Amor Catadão» desse grande reaccionário
Minis

5 - Que livros estás a ler?
«
The Giant Clown» de Harold Bloom.

6 - Que 5 litros levarias para uma ilha deserta?
Mas qual ilha deserta?! A esta hora, a ilha deserta está a abarrotar de tipos e tipas carregados de livros, cheios de fome e sede, despenteados, piolhosos, cheios de tosse e malária. Porém! Porém trocando pontos de vista. Desta ilha deserta, para ser franca, não gosto. Não sei o porquê mas arrepia-me. Chamemos à ilha deserta o nome certo: Brasília.

7 - A que 3 pessoas vais passar este testemunho?
Ao irmãos
Ricardo Araújo Farinheira, Fernando Farinha e José Pacheco Pereira. "

maio 02, 2005

A NOVA FAMÍLIA

O pai, com a segunda mulher. A primeira mulher do pai. Os três filhos do primeiro casamento do pai. O filho do primeiro casamento do filho do primeiro casamento do pai. Os dois filhos do terceiro casamento do filho do primeiro casamento do pai. A terceira mulher do filho do primeiro casamento do pai. O filho do primeiro casamento da segunda mulher do pai. As duas filhas do primeiro casamento do filho do primeiro casamento da segunda mulher do pai. A segunda mulher e o filho do segundo casamento do filho do primeiro casamento da segunda mulher do pai. A filha do segundo casamento do avô com o segundo marido. Ontem, numa reunião familiar.

1 DE MAIO

Ao longe as bandeiras vermelhas, as palavras, a evocação da sempiterna luta pelos direitos dos trabalhadores.
Em frente, bancadas provisórias cheias de contrafacções, visitadas avidamente pelo mesmo lumpen, desejoso de envergar os modelos exibidos nos horários nobres das televisões.