julho 20, 2005

CADERNO DE VIAGEM - TRANSEUROPA (II)

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Em La Mancha ainda é possível - mesmo a vol d'oiseau - sentirmo-nos prestes a dar de caras com o cavaleiro da triste figura, tal a mesma secura dos caminhos e os omnipresentes motivos católicos.

E como - aqui - as autoestradas foram pensadas em função das terras que atravessam, é sempre possível encontrar tesouros perdidos nas eventuais paragens que a necessidade de mantimentos (humanos ou automóveis) obriga.


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1 comentário:

Kalonge disse...

Porque o cavaleiro da triste figura que lutava contra moinhos de vento, serviu à imaginação de Cervantes para dar corpo à narrativa de tão grotescas aventuras que o acabaram por celebrizar.

Hoje, no nosso cantinho à beira-mar plantado, vários cervantes disputam a primazia, não para lutar contra as velas e o cordame dos moinhos, mas para os erguer por todo o lado onde sopre a brisa atlântica ou galáica. E, na defesa de sua Dama, vozes defendem modernas quixotices, airosas, sem velas, sem cordas, mas produzindo o milagre de Watt; outras, menos avisadas, investem contra o cavaleiro da fraca figura... Num país pequeno cheio de marzia e vento...

Kalonge