"Chegou a hora de falar verdade" diz Jorge Coelho.
Podia ter chegado na campanha eleitoral...
junho 19, 2005
FÓRMULA 1 AO RUBRO
Deixo a televisão só um momento para partilhar a extrema emoção de que se está a revestir a corrida de Fórmula 1 a decorrer em Indianapolis. Fantástico!
Catorze carros a desistir entre o final da volta de aquecimento e a partida.
E o Tiago Monteiro com possibilidade de subir ao pódio!!!
Já só faltam 70 voltas (se não desistirem todos) e à sua frente só os dois Ferrari.
Notável!
ADENDA 1 -
14 segundos de paragem na box para Schumacher. Todo o tempo do mundo... E Barrichello passa para a frente! Emocianante... <-0
ADENDA 2 -
A Ferrari parece o Benfica e o realizador da emissão o directo d'A Bola... Para cada meia hora de tempo de antena para os encarnados, 10 segundos para o Monteiro. É bem feita que os dois desistam.
Catorze carros a desistir entre o final da volta de aquecimento e a partida.
E o Tiago Monteiro com possibilidade de subir ao pódio!!!
Já só faltam 70 voltas (se não desistirem todos) e à sua frente só os dois Ferrari.
Notável!
ADENDA 1 -
14 segundos de paragem na box para Schumacher. Todo o tempo do mundo... E Barrichello passa para a frente! Emocianante... <-0
ADENDA 2 -
A Ferrari parece o Benfica e o realizador da emissão o directo d'A Bola... Para cada meia hora de tempo de antena para os encarnados, 10 segundos para o Monteiro. É bem feita que os dois desistam.
junho 18, 2005
100 ASSESSORES NO FUNDO DO MAR: UM BOM PRINCÍPIO?
Não, os políticos não são a pior coisa de Portugal porque, sendo figuras públicas, têm de, pelo menos, manter uma aparência de dignidade, de honestidade, de transparência de processos. Verdadeiras eminências pardas do regime, é aos assessores que compete, entre outras tarefas porventura mais nobres, tratar dos assuntos inomináveis, desenvolver os contactos inconfirmáveis, numa palavra sujar as mãos (e o resto) e vender a alma ao diabo sempre que a evolução da coisa política o torne necessário. Pôr a cabeça no cepo quando os assuntos se tornam públicos e dar a liberdade ao chefe de assobiar para o lado e dizer que não tinha conhecimento de nada.
A capa do Expresso de hoje continua a história de uma dessas fugazes personagens que, por acasos do destino tive o desprazer de encontrar por interpostas pessoas várias vezes ao longo dos últimos 10 anos. A subida foi rápida. Será que a queda terá a mesma velocidade ou ainda lhe restarão mais 6 vidas?
A capa do Expresso de hoje continua a história de uma dessas fugazes personagens que, por acasos do destino tive o desprazer de encontrar por interpostas pessoas várias vezes ao longo dos últimos 10 anos. A subida foi rápida. Será que a queda terá a mesma velocidade ou ainda lhe restarão mais 6 vidas?
junho 17, 2005
PERGUNTA REACCIONÁRIA DA SEMANA
Será que os nhardos que fizeram estalar foguetes em Almada na noite de 4 de Dezembro de 1980 estavam na procissão de S. Álvaro que percorreu Lisboa na passada 4ª feira entre a Avenida da Liberdade e o Alto de S. João?
Ou terão entretanto caído como folhas secas?
Ou terão entretanto caído como folhas secas?
CAMPANHA (II)
O próximo cartaz da campanha de Manuel Maria Cadilhe ehhh... Carrilho:
(Já é um bocadinho requentada mas a pedido de muitas famílias... )
(Já é um bocadinho requentada mas a pedido de muitas famílias... )
A VER AS VACAS PASSAREM
A VER PASSAR COMBOIOS
"Turismo de arquitectura".
Ora aqui está uma boa razão para construir. Estou mesmo a ver o D. Manuel a despachar -"contratem-me aí um arquitecto desses bons para fazer uma igreja ali para os lados de Belém, assim em grande com muitos ornatos que é para as pastelarias da zona estarem sempre cheias de turistas!" Ou o D. João I a exigir ao Afonso Domingues "com muitas espiras, com muitas espiras que é para os turistas as verem ao longe! e as salas amplas que é para aquilo se encher de grupos grandes! não se esqueça que são cinquenta por camioneta - e já agora faça-me um terreiro em condições que é para elas poderem manobrar à vontade!"...
Já ao Pedro Santana Lopes a ideia parece ter calhado bem: "contrata-se aquele gajo do Goldeneye do País Basco, aquele das curvas e tal e enche-se o olho para as próximas eleições e ainda se tem publicidade de borla com as revistas a fazerem reportagens e tal".
Pena que ninguém tenha feito contas e percebido que, só com os honorários do gajo, se podia montar o museu de arte contemporânea que o Berardo reclama no coiso adjacente à pala do outro gajo, aquele que também traz turistas a Portugal. E tenho a certeza que um museu bem feito, bem contemporâneo, para além de nos cultivar, também se encheria de visitantes estrangeiros. E não era preciso embarrilar meia-dúzia de artistas com a miragem de uma revista à portuguesa renascida das cinzas.
Mas construa-se para as massas turísticas. É bem.
Ora aqui está uma boa razão para construir. Estou mesmo a ver o D. Manuel a despachar -"contratem-me aí um arquitecto desses bons para fazer uma igreja ali para os lados de Belém, assim em grande com muitos ornatos que é para as pastelarias da zona estarem sempre cheias de turistas!" Ou o D. João I a exigir ao Afonso Domingues "com muitas espiras, com muitas espiras que é para os turistas as verem ao longe! e as salas amplas que é para aquilo se encher de grupos grandes! não se esqueça que são cinquenta por camioneta - e já agora faça-me um terreiro em condições que é para elas poderem manobrar à vontade!"...
Já ao Pedro Santana Lopes a ideia parece ter calhado bem: "contrata-se aquele gajo do Goldeneye do País Basco, aquele das curvas e tal e enche-se o olho para as próximas eleições e ainda se tem publicidade de borla com as revistas a fazerem reportagens e tal".
Pena que ninguém tenha feito contas e percebido que, só com os honorários do gajo, se podia montar o museu de arte contemporânea que o Berardo reclama no coiso adjacente à pala do outro gajo, aquele que também traz turistas a Portugal. E tenho a certeza que um museu bem feito, bem contemporâneo, para além de nos cultivar, também se encheria de visitantes estrangeiros. E não era preciso embarrilar meia-dúzia de artistas com a miragem de uma revista à portuguesa renascida das cinzas.
Mas construa-se para as massas turísticas. É bem.
junho 15, 2005
UM FIM CONDIGNO
"- Então o Cunhal lá se foi...
- Sim... olha, está a ser agora o enterro
- Pró Alto de S. João?
- Sim, vai ser caramelizado..."
[Ouvido hoje na pastelaria Luanda, local de encontro do movimento surrealista]
- Sim... olha, está a ser agora o enterro
- Pró Alto de S. João?
- Sim, vai ser caramelizado..."
[Ouvido hoje na pastelaria Luanda, local de encontro do movimento surrealista]
EUGENIA
M nunca gostou de Eugénio; S trá-lo consigo no coração.
Faz sentido.
Para quem se criou no realismo socialista, a urgência do amor soa a gadanhice, franqueza fraca.
Para quem vive - como os non engagés vivem - num mundo de sentidos e sentimentos, Eugénio é muito bom, sabe muito bem.
Sendo eu filho da contra-revolução, naturalmente me inclino para Eugénio. Que se lixem as ortodoxias. Uma página sua vale por mil revoluções.
Faz sentido.
Para quem se criou no realismo socialista, a urgência do amor soa a gadanhice, franqueza fraca.
Para quem vive - como os non engagés vivem - num mundo de sentidos e sentimentos, Eugénio é muito bom, sabe muito bem.
Sendo eu filho da contra-revolução, naturalmente me inclino para Eugénio. Que se lixem as ortodoxias. Uma página sua vale por mil revoluções.
junho 14, 2005
COME OUT COME OUT WHEREVER YOU ARE
O sitemeter é um bzidróglio maravilhoso para os cuscos como eu que gostam de conhecer as origens dos visitantes do Planeta. Mas, por maravilhoso que seja, escapam-lhe ainda todos os anónimos que insistem em teclar directamente o endereço, sem passar pelo link fácil de qualquer casa conhecida. Como, ainda por cima, quase todos entram e saem em pézinhos de lã (i.e. sem comentar o que quer que seja (arrastando este silêncio uma outra Questão: "porque diabo não se atrevem/arriscam/se dão ao trabalho de comentar?")) não faço a mínima ideia de quem são, o que fazem, porque veêm (veem? vêm?).
Daí o meu desafio: não se querem apresentar (o mail está na coluna ao lado, fica garantida a privacidade das respostas), não querem sair do armário?
[saem: estranha como tudo; parece nome de equipa de ciclismo. Já saiem é lisboeta, como eu; não sei por que raio é que hei-de obedecer à norma (para além de me evitar uma reguada nas orelhas)]
Daí o meu desafio: não se querem apresentar (o mail está na coluna ao lado, fica garantida a privacidade das respostas), não querem sair do armário?
[saem: estranha como tudo; parece nome de equipa de ciclismo. Já saiem é lisboeta, como eu; não sei por que raio é que hei-de obedecer à norma (para além de me evitar uma reguada nas orelhas)]
TOLENTINO
Coincidentemente, com a notícia da morte de Eugénio, surgiram-me, enviadas, palavras de Tolentino Mendonça:
"perdemos repentinamente a profundidade dos campos, os enigmas singulares, a claridade que juramos conservar... mas levamos anos a esquecer alguém que nos olhou."
"perdemos repentinamente a profundidade dos campos, os enigmas singulares, a claridade que juramos conservar... mas levamos anos a esquecer alguém que nos olhou."
EUGÉNIO
Haverá algo de egoísta nisto, mas preferia que Cunhal tivesse morrido noutro dia para que o país pudesse homenagear devidamente a passagem de Eugénio.
junho 08, 2005
CAMPANHA (I)
Isto é um cartaz do José Sá Fernandes que tem o apoio do BE ou é um cartaz do BE a apoiar o JSF?
PERGUNTA
- Porque é que o Presidente da República continua a ter assegurada uma reforma vitalícia?
- Porque é o único titular de cargos políticos que não tem garantido um lugar dourado na iniciativa privada ou em instâncias internacionais...
- Porque é o único titular de cargos políticos que não tem garantido um lugar dourado na iniciativa privada ou em instâncias internacionais...
junho 07, 2005
DUALIDADES
Uma auto-estrada vai passar, qual tonitruante ferida, por entre as janelas habitadas do Lumiar. Face à destruição que se avizinha de um troço do Aqueduto por causa do sossego dos habitantes do bairro de Sta. Cruz, não percebo porque é que a mesma solução de túnel não foi seguida neste caso. Será questão de amizades bem colocadas?
junho 05, 2005
IRISH BREW
Por vezes sou um fundamentalista - não sei se é da minha costeleta alemã, se a idade já começou também a contribuir para também este peditório. O que vale é que também nisto eu acho que as regras se fizeram para ser quebradas - principalmente se concluo que, como estão, não valem rigorosamente um caracol.
Tinha (sim tinha, esta é, obviamente a história (estória é ridículo, parece invenção de jornalista sénior de ABola (quem sou eu para contradizer a gramática fundamental dos futebolistas portugueses nascidos antes da era pós-Queiroz, mas enfim)) de mais um fundamentalismo abandonado, o que seria das crónicas sem estas perturbações à ordem natural das coisas pessoais...)(bom, voltando à história... história sim, não estória...) eu a política de beber cerveja irlandesa à mesma temperatura do vinho tinto (já experimentaram beber uma Guiness estupidamente gelada? pois estupidamente é a palavra certa... o líquido resultante parece a água de lavagem de um barril esvaziado da dita).
A semana passada parei numa tarde de canícula num desses estabelecimentos modernos que vende à pressão mais do que a guerra Sagres/SuperBock permite na maioria dos estabelecimentos comerciais deste país. Fiel, pedi uma Guiness morna. Não havia - só Kilkenny. Pois que viesse a dita, comodamente morna.
Tinha (sim tinha, esta é, obviamente a história (estória é ridículo, parece invenção de jornalista sénior de ABola (quem sou eu para contradizer a gramática fundamental dos futebolistas portugueses nascidos antes da era pós-Queiroz, mas enfim)) de mais um fundamentalismo abandonado, o que seria das crónicas sem estas perturbações à ordem natural das coisas pessoais...)(bom, voltando à história... história sim, não estória...) eu a política de beber cerveja irlandesa à mesma temperatura do vinho tinto (já experimentaram beber uma Guiness estupidamente gelada? pois estupidamente é a palavra certa... o líquido resultante parece a água de lavagem de um barril esvaziado da dita).
A semana passada parei numa tarde de canícula num desses estabelecimentos modernos que vende à pressão mais do que a guerra Sagres/SuperBock permite na maioria dos estabelecimentos comerciais deste país. Fiel, pedi uma Guiness morna. Não havia - só Kilkenny. Pois que viesse a dita, comodamente morna.
CADERNO DE VIAGEM - GUINCHO (II)
Viver numa ilha teria a vantagem de ver este mar no matter were you'd be

Sunset, sunrise, sunburn, o mar, o vento, o sal, e quem diz que a vida é uma monotonia?
DE PASSAGEM
"Música absolutamente sublime", oiço no meio de um texto, na antena 2.
Ora aí está. Toda a música tocada deveria ser assim.
Ora aí está. Toda a música tocada deveria ser assim.
Subscrever:
Mensagens (Atom)